Web 3.0 – A Web semântica

04/05/2009

em Internet e Web,Novas Tecnologias

A Web 3.0 tem como objectivo, num período de cinco a dez anos, vir a ser a terceira geração da Internet. A primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si. A Web 2.0 é a actual e a que o mundo de hoje vive, centrada nos mecanismos de pesquisa como Google, sites de colaboração do internauta, como Wikipedia, YouTube e redes sociais, como o Hi5, Facebook ou Orkut. A Web 3.0 pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet. Esta inovação está focada mais nas estruturas dos sites e menos no utilizador. Pesquisa-se a convergência de várias tecnologias já existentes e que serão utilizadas em conjunto, num grande salto de sinergia. Banda larga, acesso móvel à internet e a tecnologia da semântica, todos utilizados em conjunto, de maneira inteligente e atingindo a maturidade ao mesmo tempo.

O termo Web 3.0 foi empregado pela primeira vez pelo jornalista John Markoff, num artigo do New York Times. Rapidamente foi incorporado e rejeitado com igual ardor pela comunidade virtual. A principal reacção veio da blogosfera. Nos diários virtuais de especialistas detratores, a crítica mais comum é de que a Web 3.0 não é nada mais do que a tentativa de incutir aos internautas um termo de fácil assimilação para definir algo que ainda nem existe. Aliás, críticas idênticas já se fazem à Web 2.0.

Com isto passaria de World Wide Web (rede mundial) para World Wide Database (base de dados mundial), ou seja, se passaria de um mar de documentos para um mar de dados. Quando isso começar a acontecer de forma mais intensa, o próximo passo, num prazo de cinco a dez anos, será o desenvolvimento de programas que entendam como fazer melhor uso desses dados. Em linhas gerais, definimos a Web 3.0, como a Web semântica, a Web que passa a dar sentido aos dados. Quando efectuamos uma pesquisa encontramos respostas mais precisas. O utilizador poderá fazer perguntas à “internet”, de maneira a encontrar respostas de forma mais eficiente e entender mais as suas necessidades . Os sistemas conseguirão não só apresentar dados ou informação, mas dar contexto a esse dado. Imagine que o Google respondesse, precisamente, a seguinte questão: “necessito da configuração de um computador para jogos e edição de imagens?” Para isso, seria necessário que o Google, ou além que conheça as configurações possíveis dos actuais computadores, e soubesse para que serve e qual a melhor aplicação para cada um deles.

Web 3.0 - Web semântica

Um mecanismo de pesquisa como o Google permite que o utilizador pesquise o conteúdo de cada página. Por exemplo indicando o nome de um actor ou de um filme, todos os dados sobre este actor ou este filme são apresentados. Podemos ainda utilizar a “pesquisa avançada” para restringir um pouco mais os resultados. Mas se este usuário não se lembrar do nome do actor ou do filme, torna-se difícil de os encontrar. A Web 3.0 irá permitir organizar e agrupar essas páginas, por temas, assuntos e interesses previamente expressos pelo internauta. Algumas empresas de Silicon valley, na Califórnia, Estados Unidos, já desenvolvem alguns projectos nesse sentido, destacando-se o Almaden IBM Research Center, Metaweb e a Radar Networks.

A Web 2.0 foi um grande salto no mundo virtual, dando a possibilidade de “todos” produzirem conteúdo, de forma colaborativa e não de forma relacionada. Mas, será que “todos” conseguem fazer isso? Será que as pessoas reconhecem e sabem utilizar essas possibilidades? Provavelmente não! Falamos muito em Web 2.0, 3.0, x.0, seja qual versão for, mas ninguém se preocupa em mostrar como funcionam esses recursos. O Orkut, Hi5, Twitter estão na moda, o Gmail Labs veio para arrasar, a Wikipedia surge com força. Mas na verdade, as pessoas mais “comuns”, ou apenas utilizadores Web, continuam a ser apenas utilizadores Web. Entram e utilizam o e-mail, conversam no Twitter e utilizam o Orkut, sem fazer ideia da revolução e evolução da Web 2.0 e consultam a Wikipedia como apenas um site de leitura ou de pesquisa. Grande parte das pessoas não sabem “produzir conteúdo”. Têm receio de modificar um artigo na Wikipedia, mas por outro lado, expõe-se desnecessariamente no Hi5 ou até nos Blogs. Não fazem ideia da possibilidade e do alcance das próprias “publicações”. Grande parte das pessoas utilizam a Web, mas na maioria das vezes de forma equivocada e pouco produtiva. 

[Via HowSuffWorksWikipedia]

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